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O rock nas veias

08.04.2019

 

Muito mais do que uma fuga do estresse da profissão, a música significa crescimento pessoal e espiritual para o médico hematologista Reinaldo Bonfá, baixista da Banda UTI. A veia roqueira apareceu cedo, por volta dos 6 anos, ouvindo Roberto Carlos, num período de criação do primeiro movimento de rock no Brasil, a Jovem Guarda.


Desta descoberta até a criação da Banda UTI muita história rolou, junto com muito Led Zeppelin, Black Sabbath e Deep Purple na vitrola.


“Ouvindo aquelas canções do Roberto Carlos roqueiro, eu decidi que queria estudar violão. A primeira música que eu toquei foi ‘Eu nasci há dez mil anos atrás’ [Raul Seixas]. Mas estudei pouco e depois virei um autoditada no baixo. Mais tarde, já na Faculdade de Medicina, eu me interessei por bandolim e tocava um pouco, tudo de ouvido. Mas o curso exigia muito e eu fui me dedicar à profissão que tinha escolhido, porque nunca tive vontade de viver de música. Eu toco contrabaixo, me dedico a isso também, mas me sinto muito mais seguro e competente como médico. A Medicina é natural na minha vida”, afirma Dr. Bonfá.


Ele conta que o primeiro disco de rock marcante em sua vida foi Burn, do Deep Purple, gravado em 1973. “Esse eu ouço muito, até hoje, inclui blues, rock e rock pesado. Na verdade, sempre gostei dessa trilogia Led Zeppelin, Black Sabbath e Deep Purple”, diz.

 

 

Mas a inspiração para o contrabaixo, segundo ele, veio de Paul McCartney e do seu baixo super presente nas canções dos Beatles. Também foram suas inspirações Antônio Pedro de Medeiros, dos Mutantes, e Chris Squire, do Yes.


Há 8 anos resolveu estudar o instrumento, ter aula de contrabaixo. O resultado foi o surgimento da Banda UTI. “A banda nasceu há 7 anos, porque a escola de música promovia encontros entre os alunos, incentivava a formação de bandas. Como no nosso grupo estavam eu e o Dr. Elias Zakaib Junior, que é um excelente guitarrista, começamos a buscar um nome relacionado à Medicina e ao rock. Alguma coisa forte. Aí, surgiu a ideia de Banda UTI”, recorda. “Primeiro fizemos um recital na escola de música com esse nome e depois, com o tempo, aumentamos o repertório e começamos a fazer participações em shows de outras bandas. Até que, depois de uns dois anos assim, começamos a fazer nossos próprios shows completos”.


Para ele, conciliar a música e Medicina exige disciplina. “Normalmente, toco depois da meia-noite; tento estudar praticamente todo dia, no mínimo meia hora. Além disso, preciso manter as atividades físicas diárias, porque nosso show, que chega a durar duas horas e meia, com intervalo,  exige fisicamente também. E a gente procura ensaiar uma vez por semana, sempre à noite, para manter o padrão de qualidade da banda. O pessoal gosta, elogia e faz uns 2 anos que não temos um mês sequer sem uma data de show. Eu toco com músicos profissionais. Amador ali, só eu. O cantor também não é músico profissional, mas poderia ser, porque é muito bom. Realmente, a Banda UTI é muito boa”, define o médico e baixista.


A música, para ele, é mais do que uma forma de desestressar. “É importante a pessoa se expressar através da arte para ativar outras partes do cérebro. Só traz benefícios. A música trabalha o sentimento e o cérebro, tem estudos comprovando isso” , prescreve o médico. “É um caminho de crescimento pessoal e espiritual. É muito gratificante. Mas tenho convicção de que fiz a coisa certa quando optei pela Medicina”, concluiu.


Além de Reinaldo Bonfá, no baixo, a Banda UTI é composta hoje por Junior Stucchi e Márcio Donizete, nas guitarras, Danilo Romano, na bateria, e Renan Fraziolli nos vocais, com participações da cantora Tati Freitas.
 

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