Please reload

Posts Recentes

Fernando Vidal explica relação entre ovulação e endometriose

06.16.2018

1/10
Please reload

Posts Em Destaque

Neurologista divulga protocolo de AVC isquêmico em encontro da APM

08.04.2019

Médicos, profissionais de enfermagem e de urgência e emergência se reúnem em palestra na Casa do Médic

 

Os neurologistas Dario Baldo Jr. e Octávio Marques Pontes Neto, com o infectologista André Peluso Nogueira, Diretor de Atenção à Saúde da Santa Casa 

 

O neurologista Octávio Marques Pontes Neto, docente na Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto e presidente da Sociedade Brasileira de Doenças Vasculares, ministrou palestra na Casa do Médico, na noite do dia 4 de julho, destacando a importância da implantação do protocolo de AVC isquêmico nos hospitais e nas unidades de urgência e emergência.

 

O evento foi realizado pelo departamento de Neurologistas da Associação Paulista de Medicina (APM) de Araraquara, com a participação da Santa Casa de Araraquara. Estiveram presentes neurologistas, entre eles o Dr. Dario Baldo Junior, que foi um dos organizadores, médicos residentes e de outras especialidades, além de profissionais de enfermagem e de serviços de emergência, como o SAMU.


De acordo com o palestrante,  são diagnosticados dois tipo de AVC: o isquêmico, quando  um trombo se forma no vaso pelo acúmulo de coágulo sanguíneo, interrompendo o fluxo de sangue para o cérebro, e o hemorrágico, quando ocorre a ruptura do vaso sanguíneo.


O mais comum é o AVC isquêmico, cerca de 80% dos casos. Essa é a segunda doença que mais mata no Brasil. “É uma doença extremamente comum. No mundo, a cada seis pessoas, uma terá um AVC na vida. E a cada 4 pessoas acima de 40 anos, uma delas vai ter um AVC na vida. Além disso, menos de 50% dos pacientes que sobrevivem ao AVC, e são quase 400 mil casos por ano no Brasil, conseguem voltar para trabalho. Isso tem um impacto muito grande. E não era para ser assim, porque é uma doença que tem prevenção e tratamento”, enfatiza Dr. Pontes Neto.


Segundo ele, é possível reduzir em cerca de 80%  risco de ter um AVC se houver controle dos fatores de risco que são pressão alta, diabetes e colesterol, e com adoção de hábitos mais saudáveis, como a prática de atividade física e alimentação balanceada. 

 


O AVC isquêmico é uma doença tempo-dependente. Isso quer dizer que quanto mais precoce for diagnosticado, for feito o atendimento e for administrado um medicamento trombolítico, menores serão os riscos de sequela. Mas esse tratamento rápido e eficiente depende de uma equipe organizada no hospital, com neurologista e aparelho de tomografia para diagnóstico. É sobre isso que trata o protocolo de AVC isquêmico.


“Se o paciente chegar no hospital até 4 horas e meia a partir dos primeiros sintomas, sobretudo nas primeira horas, é possível administrar um medicamento na veia do paciente, um trombolítico,  que dissolve o coágulo que está entupindo a veia no cérebro e restaura a irrigação sanguínea cerebral. Assim, ele tem mais chances de deixar sequela”, detalhou Dr. Pontes Neto.


Fraqueza ou dormência súbita em um lado do corpo, dificuldade súbita para falar ou para entender, perda súbita da visão em um ou ambos os olhos, dificuldade súbita para andar ou tontura, ou então cefaleia súbita e intensa são os principais sintoma do AVC isquêmico. Diante de um desses sintomas, é importante que o paciente ligue para 192 ou seja encaminhado rapidamente para um hospital que tenha aparelho de tomografia e neurologista. 


O médico infectologista André Peluso Nogueira, Diretor de Atenção à Saúde da Santa Casa de Araraquara, que estava presente no evento, afirmou que o AVC isquêmico é a terceira causa de atendimento na emergência no hospital, por isso o objetivo é estruturar toda a linha de cuidado do AVC, padronizando todo o atendimento do paciente, desde o ingresso na unidade até o período de internação. “Para isso, estamos trabalhando no treinamento e capacitação dos profissionais para que eles possam prestar o atendimento rápido e eficiente que a doença exige”, declarou Dr. Peluso.


Ele afirmou ainda que já há disponível no hospital aparelho de tomografia e neurologista, mas está sendo feita uma  adequação de escala de neurologistas para haver atendimento presencial diária. “Queremos informar e divulgar o protocolo de AVC isquêmico para aprimorar esse atendimento”, conclui o médico e Diretor de Atenção à Saúde da Santa Casa.
 

Share on Facebook
Share on Twitter
Please reload

Siga