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A arte e o passatempo do especialista em saúde mental

O talento e a criatividade do psiquiatra e artesão Rafael Teubner da Silva Monteiro estão retratados em diversas peças distribuídas pelo seu consultório e em sua residência

 

Embora os passos profissionais não tenham trilhado os mesmos caminhos que os de seus antecessores, foi através das mãos que o médico psiquiatra Rafael Teubner da Silva Monteiro pôde preservar uma tradição familiar, desempenhando com talento e criatividade a produção de variadas obras artesanais.

 

Assim como seu avô, que além de ser funcionário da antiga Estrada de Ferro Araraquara (EFA) também atuava profissionalmente como marceneiro, e assim como seu pai, que colocava as habilidades manuais em ação nas horas vagas de bancário. 


"Meu pai gostava de fazer os brinquedos para os filhos, até porque a compra não era tão simples devido às dificuldades financeiras", conta o médico, ao se recordar e também lamentar, principalmente, a perda de uma locomotiva artesanal feita ainda naquela época e que trazia detalhes minuciosos. 

 

Mesmo sem ter conhecido o avô, foi acompanhando o pai que, ainda na infância, Rafael tomou esse ofício como um hobby para si, a ponto de se familiarizar com as ferramentas e se tornar referência dentro da família, com sua presença solicitada sempre que surge a necessidade de se fazer alguns reparos. 


O gosto, que talvez pudesse ter se perdido com o passar dos anos, foi na verdade se intensificando. Já adulto, bastava um motivo algo especial para que as mãos talentosas do então jovem doutor logo entrassem em ação. "Aproveitando umas pranchas de madeira que estavam guardadas, fiz o primeiro guarda-roupa assim que casei", destaca.


Para o médico, não há dificuldade em inovar: "basta o livre criar para criar", diz, fazendo referência ao pensamento do escritor Millor Fernandes, segundo quem "o livre pensar é pensar". 


Aliás, a criação já era uma atividade rotineira para ele desde os bancos escolares, devido a uma especial habilidade com desenho geométrico que levou Monteiro a desenvolver vários projetos que foram, depois, aproveitados por outros colegas.


Com o passar dos anos, o exercício da medicina trouxe ao “artesão das horas vagas” uma condição financeira mais estável e, com ela, a possibilidade de investir mais em seu passatempo, com ferramentas diversificadas que resultaram em trabalhos mais criativos feitos em sua própria casa. “Mantenho uma pequena oficina com ferramentas mais avançadas, como um torno de bancada, uma lixadeira elétrica, uma fresa, entre outros equipamentos que vão dando mais amplitude aos meus trabalhos”, diz.


A busca pelo diferente e pelo impactante fez com que esse médico artista não deixasse seu talento e criatividade restritos apenas às produções em madeira, incorporando o manuseio de materiais diversificados, como PVC, vidro, metais e principalmente a iluminação, agora uma das principais características de suas peças. "Tenho dificuldade em produzir obras repetidas porque o pensamento e a visão evoluem e, ao tentar elaborar a segunda, algo novo será acrescentado", ressalta.


A presença de algumas simples peças em seu consultório, como prateleiras e luminárias, ou ainda algumas obras mais elaboradas, como o aparador de mesa e a cascata da piscina de sua residência, configuram a dimensão de sua habilidade nesse ofício artesanal e da criatividade sem limites do autor. "Quando minha mulher fala que o ambiente está parecendo um museu, isso é ótimo, porque é assim que eu quero", brinca o médico. 

 

Veja algumas de suas obras:

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