A memória anda curta e você ainda é jovem?


Que o cérebro envelhece como qualquer outro orgão do nosso organismo, é fato conhecido de todos. Que o órgão não irá funcionar aos 90 anos, de forma tão boa e ágil como aos 20, também parece óbvio. Mas o que chama a atenção em uma pesquisa médica recentemente divulgada no site JAMA Network, é que o processo de envelhecimento ou de atrofia cerebral já é evidente a partir dos 30 anos de idade.

Os efeitos da idade e sexo sobre a memória

O estudo foi feito com sofisticado acompanhamento de centenas de pessoas saudáveis e, visou esclarecer melhor o comprometimento da memória diante do envelhecimento normal. Ficou evidente que a perda de volume cerebral afeta, entre outras, uma região chamada de hipocampo, que é responsável pelo registro e armazenamento das informações importantes e da consolidação das memórias de nossas vidas. É importante frisar que o estudo foi feito com pessoas saudáveis.

Essas alterações são mais intensas e aceleradas após os 40 anos de idade e, curiosamente, mais marcantes no sexo masculino, pois não tem a proteção benéfica que o hormônio feminino exerce no cérebro da mulher, pelo menos até a menopausa.

O estudo também revelou que essa atrofia, que ocorre com a idade, é muito acelerada e agravada por doenças comuns na população como: hipertensão arterial, aumento do colesterol e diabetes mellitus.

Dificilmente é Alzheimer

É comum, na prática diária de um neurologista, atender pessoas ao redor da meia idade (entre 40 e 60 anos) que se queixam de perda de memória. Essas pessoas, em geral, procuram uma orientação médica temendo pela doença de Alzheimer. Como é muito difícil a ocorrência da doença de Alzheimer nesta meia idade, é importante deixar claro aos “queixosos”, que para preservarem a memória, devem cuidar muito bem do seu metabolismo.

Como se prevenir?

É preciso tentar baixar o colesterol, evitar ou controlar o diabetes mellitus, tratar corretamente a hipertensão arterial (quando houver) e evitar o alcoolismo. Apesar desses efeitos negativos do envelhecimento, o cérebro mantém, em boa parte das pessoas, uma reserva funcional suficiente para garantir um bom desempenho da memória que se estende, muitas vezes, até a idade avançada.

Indivíduos que cultivam bons hábitos alimentares, mantêm uma prática regular de atividade física, permanecem mentalmente ativos, cultivam laços sociais e uma atitude mental positiva e edificante, conseguem minimizar esses efeitos do envelhecimento. Com o passar dos anos, essas pessoas apresentam menores índices de atrofia cerebral, reduzindo de maneira significativa as chances de distúrbios de memória.

Ou seja, uma vida saudável — no seu mais amplo sentido, do físico ao mental — atrasa o relógio do tempo no cérebro e preserva a boa memória.


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